quinta-feira, 4 de setembro de 2025

 

Fernando Fujiwara fernandofujiwara@gmail.com

10:33 (há 5 horas)

Pensamentos e Reflexões.

Eu fiquei pensando em um assunto que sempre vem à tona em se tratando de Arte. 
A Arte e o mercado, arte como uma mercadoria, a exemplo de um artigo decorativo qualquer como um abajur, um pôster, uma artesanato decorativa, etc. Ou mesmo utilitário como um carro, máquina de lavar, serviços diversos... Sem este parâmetro, não há como valorar o trabalho.
Muitas pessoas que pertence a visão econômica Libertária ou capitalista não veem a arte, seja pintura, escultura, mesmo cinema, música que não tenha mercado como algo inútil e que deve desaparecer e que não deve ter ajuda estatal como subsídio de nenhuma espécie,sendo o valor determinado pelo sucesso meramente econômica ou sucesso de público como um termômetro para avaliar o trabalho artístico.
Não tendo isso deve desaparecer e nem deve existir pois compara ao trabalho artístico sem sucesso comercial, ao trabalho inútil de abrir um buraco e fechar o mesmo, sendo inútil na sua essência. E que esta energia e o capital deve ser utilizado para um fim mais útil... como fabricação de uma roupa, lavagem da calçada, cozinhar para restaurante,  etc...
Este talvez seja algo que faz com que quem se aventure no trabalho artístico se depara como uma parede quase intransponível. Causando uma frustração na maioria das pessoas, ou inveja a quem obteve sucesso comercial, sendo o sucesso como valor artístico.
No cinema fica muito visível este fenômeno, os grandes filmes comerciais cada vez mais batem recordes de bilheteria, e os filmes pessoais de baixíssimo orçamento nem ficam sendo exibidos ou ficam perdidos e esquecidos. Sendo sucesso novamente como validação da obra e ganhos para a sociedade em vista dos empregos gerados e o retorno de uma satisfação coletiva..  
Não dá para comparar o trabalho artístico feito por um artista por um trabalho coletivo como cinema e o orçamento de cada obra. Sendo uma pintura ou gravura trabalhos individuais de alcance muito restrito, ou quase nulo. 
Este tema parece não ter solução, já que a maioria das pessoas que falam isso tem sucesso comercial nas áreas que atuam e ganham pelo menos dinheiro para se sustentar, sendo pessoas muito comunicativas ou versátil na área comercial em que atuam.
Hoje vejo um paradoxo, sendo a arte que no passado era tido como invendável, hoje estar nas galerias de arte e nas mostras de arte contemporânea. A exemplos das performances, happening, objetos, etc que hoje valem milhões... e que podem ser compradas por pessoas que tem muito dinheiro. Comprada mesmo sendo apenas um papel ou um certificado que a galeria vende da obra, é exemplo da obra invisível do artista italiano Salvatore Garau, venda de uma escultura invisível por cerca de R$ 93 mil reais em 2021.
Sendo isso arte, seria o mais alto grau de valor artístico e estético na visão do capitalista? O valor econômico que dita o valor enquanto arte, a pessoa, o caráter, a própria vida, mesmo as religiões e a moral submetido ao capital?
Estas são perguntas sem soluções. Acredito que a Arte nos dá oportunidade de questionar sem no entanto dar uma resposta ou solução... 

 

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